poesia e prosa

O mar

No dia em que fui mais feliz, eu não precisei velejar, nem tampouco naufraguei, fui mais feliz por abrir meu coração e para o mar eu avancei. Fui eu mesma e ria por tão pouco, era natural, e simples de quem estava ao meu lado, me amava de maneira igual. Ao mesmo tempo que entristecia , as ondas se movimentavam, e o que fazia a diferença, era ter alguém que me consolava. Ele era simples no seu modo, e tão pouco emblemático, ele só se fazia existir por minha causa, na minha lembrança como num retrato. E nesse mar de ondas dançantes eu fiquei, com a saudade de um tempo bom que alcancei, talvez eu nunca veja ele mesmo, na minha ida, mas com certeza ele não ficou feliz com a minha partida. Sei que agora estou em paz com meu coração, num mar envolto de murmúrios ensolarados e compaixão, e o amor que me invadiu foi sem igual, pois vivi, vivo, viverei  de maneira banal.

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